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Primeiro emprego


Conquistar um emprego pode ser uma tarefa difícil, principalmente, na atual formatação do mercado de trabalho, que procura profissionais multimídia, ou seja, capazes de executar diversas competências. Procuram-se vagas de um lado, entrega-se o currículo de outro, usa-se dos recursos da internet e de empresas especializadas em empregos, e por aí vai. Quem aguarda a abertura de uma vaga para um determinado cargo tem a ansiedade como companhia. Aberta a vaga, a própria empresa faz uma primeira seleção de candidatos, que respondem aos pontos exigidos para determinada função. A partir desta escolha, começam as seleções por entrevistas.

 

Na hora da entrevista

Neste momento, aquela ansiedade constante pode dar lugar a dúvidas e a muito nervosismo na hora de passar por mais uma “peneira”. Qual roupa usar? Homens, terno e gravata ou um traje mais casual? Para as mulheres, a dúvida também cai sobre o uso da maquiagem. O que não posso falar? Como devo me apresentar? O que deve ter no meu currículo? E finalmente, como devo me comportar?

Dúvidas como essas são comuns e, por isso, a UnB preparou um série de dicas para auxiliá-lo na hora da entrevista. Para o nervosismo, não tem muito segredo, o conselho é procurar pensar em coisas alegres, que te façam bem. Procure desviar seu pensamento daquilo que te deixa nervoso e, assim, contornar esta situação.

E lembre-se, você começa a ser avaliado no momento em que entra no local, pela forma como você se senta, como você cumprimenta – um aperto de mão frouxo pode ser sinal de caráter duvidoso – até a despedida. Por isso, atenção!

 

Cara a cara com o entrevistador

A entrevista é o momento de você vender a sua imagem e a sua capacidade de prestar o serviço disponível. É hora de fazer o marketing pessoal, ou seja, de você apresentar-se de uma maneira que atenda os requisitos da vaga de uma forma melhor que a dos seus concorrentes. O marketing tem de ser feito com cuidado para você não passar uma imagem equivocada.

Demonstrar conhecimento, mostrar segurança, ser honesto e ter humildade são pontos fundamentais, que qualificam o candidato, e de grande importância para todo tipo de profissional – estagiário, recém-formado ou profissional experiente –, independente da empresa ou do cargo desejado. É a velha história, seja você mesmo. Para os recém-formados existe um ponto a ser ressaltado. O diploma é apenas uma etapa da sua vida profissional. Tem-se de saber que uma coisa é ter o instrumental, outra é dominar a sua aplicação. Por isso, mostre com humildade a sua vontade de trabalhar. Em relação ao domínio de um outro idioma, também é importante, principalmente, na medida em que será utilizado.

Olhar nos olhos do entrevistador é uma dica interessante. Outra instrução é na forma de sentar, mantenha uma postura, não se afaste muito e nem se aproxime demais. Na hora de cruzar as pernas, procure não deixar a sola do sapato direcionado para o entrevistador, isso pode transmitir uma idéia de afastamento.

Experiências anteriores podem e devem ser citadas no momento da entrevista, mas com um certo cuidado para não serem super valorizadas, pois pode passar uma idéia de superioridade.

 

Aparência

Uma roupa simples, discreta, confortável e que não cause constrangimento é considerada a ideal para fazer uma entrevista de emprego. E atenção, nada de exageros, pois podem causar uma má impressão, o que leva a uma desvantagem em relação aos outros candidatos.

Em relação às roupas, deve-se prestar atenção no perfil da empresa e do cargo desejado e, a partir disso, buscar um traje apropriado para a ocasião. Tatuagens e piercings ainda podem ser tidos como acessórios não apropriados, principalmente, para os conservadores, que, na maioria das vezes, reagem a estes artifícios.

Em relação às cores, existem algumas características, mas que não são determinantes. Uma roupa escura transmite a idéia de maior sobriedade e a roupa clara de maior informalidade.

 

Comunicação

Com certeza, uma boa comunicação é importante e pode até ser determinante na hora de escolher o candidato. Seja claro e objetivo e nunca esqueça de ser sincero. Durante a conversa surgiu uma dúvida? Não tenha medo de perguntar e esclarecer todos os pontos que não ficaram claros. Muitas pessoas acham, por exemplo, que negociar salário em uma entrevista é lançar a oportunidade na lama. Mentira. Negociar salário é importante e também é permitido, principalmente, nos casos em que a empresa oferece uma quantia considerada inadequada ao tipo de trabalho que será desenvolvido. Em casos como esses, seja sincero, direto, fale com clareza e, obviamente, sem ser ofensivo.

 

Perguntas

Sabe aquela história: “Perguntar não ofende?”. Ela é válida para uma entrevista de emprego, desde que respeitada a intimidade de ambos, entrevistador e candidato. Toda pergunta que permita fazer uma avaliação da capacidade profissional do candidato, assim como para avaliar questões pessoais importantes para o desempenho de determinadas atividades, são válidas. Por parte do candidato, o ideal é que toda dúvida seja tirada.

 

Relacionamento no ambiente de trabalho

O profissional deve agir no seu trabalho da forma adequada àquele ambiente. No entanto, existem dicas que valem para qualquer ambiente. Educação e respeito são os pontos típicos para uma boa convivência entre os profissionais. Palavras de baixo calão, que causem constrangimento ou até mesmo que ofenda alguém devem ser sempre evitadas, mas isso não é novidade. No trabalho, é importante que se desenvolva um bom relacionamento com os colegas e, para isso ser possível, o respeito ao outro é fundamental, afinal, colegas não são escolhidos. Não fale muito alto, nem muito baixo. É desagradável obrigar uma pessoa perguntar várias vezes o que você disse. Seja discreto, não entre em detalhes da vida pessoal de ninguém e saiba viver com as diferenças.

 

Pressão no trabalho

A melhor forma de lidar com o estresse do trabalho é desenvolver, nos tempos livres, uma atividade que ocupe uma área diferente da utilizada na profissão. Como se tornou algo que convive com o profissional, o ideal é exercer atividades que aliviem este estado. Por exemplo, a tensão de um policial jamais será amenizada se ele resolver praticar tiro ao alvo no tempo livre, afinal, ele vai exercer a atividade que o colocou no estado de estresse.

 

Relacionamento com o chefe

O primeiro passo para desenvolver um bom relacionamento com o chefe é identificar em que categoria ele se encontra. Basicamente, existem três tipos de chefes. Os autoritários, que apresentam um comportamento conhecido pelas pessoas, pelo menos, no imaginário. Os líderes, que possuem a liderança como principal característica. Os desertores, executivos que se sentem injustiçados porque julgam que num certo momento da carreira não foram valorizados como deveriam. Para todos estes “tipos” de chefes, a forma de se relacionar com ele deve ser diferente. Os autoritários gostam de um elogio, os líderes valorizam os resultados do seu trabalho e os desertores não estão muito abertos a muitas idéias inovadoras, por isso, manter uma certa distância é sempre seguro. No geral, mostrar um bom desempenho nas atividades que você exerce é sempre um bom caminho para uma boa convivência no ambiente de trabalho.