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PESQUISA - 15/05/2014

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Reprodução
 

Primeiro lançamento do LAICAnSat é realizado com sucesso

Voo faz parte de experimento com balão de alta altitude em curso no Laboratório de Aplicação e Inovação em Ciências Aeroespaciais da UnB. Projeto teve apoio do CNPq
Erika Suzuki - Da Secretaria de Comunicação da UnB



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Estrutura que simula um satélite artificial em desenvolvimento na Universidade de Brasília faz o primeiro voo após um ano de estudos. O teste aconteceu no início do mês próximo a Padre Bernardo, cidade a 115km de Brasília.

O artefato – uma caixa de poliestireno expandido (isopor) com GPS, câmeras e sensores – ficou cerca de duas horas no ar e coletou imagens e dados climáticos, como temperatura e pressão atmosférica.

Segundo Renato Borges, coordenador do grupo de pesquisa responsável pelo experimento, o lançamento foi feito de um balão de hélio que estourou ao atingir 27km de altitude.

O objeto aterrissou a menos de 10km do local de decolagem.

“Estamos na sexta posição no quesito menor distância entre local de lançamento e pouso de acordo com o site Amateur Radio High Altitude Ballooning”, diz Borges. “A página lista experimentos desse tipo realizados no mundo inteiro”, completa.

Para ajudar no rastreamento do voo, o grupo contou com a ajuda de radioamadores, com destaque para o Grupo Mutum de Rádio Expedição, parceiro da UnB neste lançamento.

A queda do aparato foi amortecida por um paraquedas.

Confira o vídeo:


SIMULAÇÃO – O projeto LAICAnSat prevê diferentes formatos e tamanhos para o artefato que poderá ser lançado de balões e foguetes de pequeno porte.

De fibra de vidro, foi projetada no ano passado uma estrutura cilíndrica que segue padrões internacionais de lançamento de CanSat. "O termo é a junção das palavras can (lata em inglês) e sat (satélite). Por isso o nome LAICAnSat”, explica Borges.

Segundo o pesquisador, o experimento alcança a estratosfera, que fica entre 10km e 50km de altitude do solo. “A essa distância é possível simular etapas de uma missão espacial com satélites de modo satisfatório”, diz.

Ainda de acordo com ele, a plataforma pode ser usada na realização de testes com diferentes substâncias, materiais e sistemas.

“O LAICAnSat pode atingir 45km de altitude onde há condições específicas de temperatura, pressão e radiação ultravioleta”, explica. “Aviões, em geral, voam, no máximo, a 15km do chão.”

Mariana Costa/UnB Agência
Da esquerda para a direita: André Silva, Rafael Dias, Simone Battistini, Pedro Nehme, Renato Borges e Bruno Noronha. A professora Chantal Cappelletti também faz parte do grupo

INTERDISCIPLINARIDADE – O LAICAnSat-1 é uma das iniciativas do Laboratório de Aplicação e Inovação em Ciências Aeroespaciais (Laica), criado na UnB no ano passado com o objetivo de realizar estudos e projetos na área.

O laboratório reúne pesquisadores com diferentes formações, em áreas como Física, Mecânica, Eletrônica e Aeroespacial.

O projeto do LAICAnSat-1 teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Clique aqui para saber mais.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: Secom UnB. Fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB.

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