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INOVAÇÃO - 29/07/2011

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Divulgação/UnB Agência
 

Laboratório de design da UnB ganha prêmio internacional

Peças de marchetaria feitas a partir de facas de corte para indústria gráfica ajudam artesãos a ganhar tempo na produção de móveis
Thais Antonio - Da Secretaria de Comunicação da UnB



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Muiradesign é o nome do projeto do Laboratório de Desenvolvimento em Design (LDD/UnB) que criou peças de marchetaria usando lâminas de madeiras cortadas com faca gráfica – o que otimiza a produção de artesãos. A ideia ganhou os prêmios de Design de Superfície Aplicado ao Mobiliário e Design de Mérito Social, além de R$ 10.000 no Salão Design Casa Brasil 2011. As peças são criadas a partir de lâminas de madeiras alternativas da Amazônia e garantem economia de custo e tempo na produção de móveis que empregam a técnica de ornamentação com madeira.

A inspiração do nome vem do tupi – muira significa madeira. O projeto envolve o desenho tanto das lâminas de marchetaria quanto dos móveis em que as padronagens são aplicadas. A ideia nascida na UnB foi umas das 31 selecionadas entre 1.105 inscritos nas modalidades estudante, profissional e indústria. Projetos de 18 países participaram do concurso. "O Salão Design Casa Brasil é um dos prêmios mais importantes do design", diz o professor Rafael Dietzsch, do Desenho Industrial.

O LDD já trabalha com madeiras alternativas há 10 anos, com o objetivo de incorporar a inovação em design e em engenharia na produção de móveis. O processo de corte das peças aumenta a capacidade produtiva e reduz custos e erros. “A faca de corte solucionou a falta de regularidade entre as peças”, explica Dietzsch. “A gente passou de um processo totalmente artesanal para um semi-idustrial”.

CLIQUE PARA AMPLIAR                                                         Divulgação/Muira Design
 



O corte das lâminas de madeira é feito em gráfica. Mas a montagem é manual, feita por artesãos da Cooperativa de Produção do Pólo Moveleiro de Valparaíso de Goiás e Entorno (Coopomoval). “O projeto Muira foi muito bom para nós por inúmeros motivos”, conta Ronaldo Menezes de Souza, um dos membros da Coopomoval. “Melhorou a propaganda, a visibilidade e ajudou com a inovação no corte das lâminas”. O artesão conta que o resultado tem atraído compradores. “Fica muito bonito. Todo mundo acha muito bacana quando vê”.

O design gráfico das peças usa como referência a flora, fauna e cultura do Centro-Oeste. Padrões indígenas, castanha de baru e bandeirolas são algumas das inspirações do grupo para a produção dos módulos usados na produção de móveis. As combinações de cores foram obtidas com aplicação de lâminas de madeiras diferentes.

Para Ronaldo, o design é um reforço no trabalho artesanal. “Hoje em dia tudo é prático,as coisas são muito rápidas. Mas muitas pessoas dão valor a essas peças mais trabalhadas”, diz. “É um mercado que a gente pode explorar muito”. Um móvel projetado pelo LDD e vendido na Coopomoval custa de R$ 800 a R$ 2.000.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: Secom UnB. Fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB.

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