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CIÊNCIA - 13/06/2011

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Alexandra Martins/UnB Agência
 

Produtores do DF aprovam mandioca desenvolvida na UnB

Agricultores apontaram que duas de cinco variedades desenvolvidas no Laboratório de Melhoramento Genético da Mandioca da UnB resistiram melhor à ataque de formigas  

 


Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB



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Testes realizados por produtores rurais do Distrito Federal apontaram bom desempenho de duas variedades de mandioca desenvolvidas pelo professor da Universidade de Brasília Nagib Nassar. Os tipos denominados pelo pesquisador UnB 101 e 105 resistiram a formigas que atacaram as plantações nos primeiros dois meses do ano. Os resultados foram apresentados pelos pequenos agricultores nesta sexta-feira, 10 de junho, ao professor, que coordena o Laboratório de Melhoramento Genético da Mandioca da UnB. Participaram do encontro nove dos 12 produtores que integram o projeto.

Cinco variedades foram testadas pelos produtores durante dois anos e meio. “As formigas atacaram todos os tipos de mandioca que plantamos, mas as variedades amarelo 1 e 5 foram mantidas intactas durante o cultivo”, relatou o produtor Élcio Ministério, que cultiva 1 hectare da mandioca desenvolvida na UnB em uma propriedade próxima a São Sebastião. Hilário Fernandes, Noêmia Pereira e Maria Helena Dutra relataram o mesmo resultado. “Também tive problemas com a praga, mas não nestes tipos de mandioca”, contou Maria Helena.

Élcio destacou ainda as vantagens de outra variedade desenvolvida no Laboratório, a ICB 300. “Essa variedade tem uma produção de massa nos ramos impressionante em comparação com a raiz”, afirmou. Eliane Ministério, mãe de Élcio, contou que por causa dessa característica a planta passou a ser usada para alimentar os animais da propriedade. Para isso, ela utilizou a parte aérea da planta, no lugar da raiz. “Lá ela era usada na comida das galinhas e de gado leiteiro”, explicou. Nagib Nassar conta que os resultados eram esperados. “Os tipos amarelo 1 e 2 foram exatamente os que apresentaram maior resistência nos testes no Laboratório”, disse.

A avaliação de quais as melhores variedades de mandioca para o plantio e distribuição em pequenas propriedades faz parte do projeto do professor de análise dos tipos de mandioca desenvolvidos no Laboratório junto a pequenos produtores. Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto está no terceiro ano de execução. 

 

Alexandra Martins/UnB Agência
 Variedades testadas pelos produtores resistiram à ataque de formigas

CONSUMO – A mandioca plantada pelos produtores serve para comercialização e consumo próprio. “A produção de farinha seria outro uso possível, mas os pequenos proprietários não têm como competir com grandes produtores nesse campo”, explicou o técnico Antônio Dantas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), que também participou do encontro entre os produtores e o professor.

Antônio destacou a importância do uso da mandioca para a alimentação dos próprios produtores. “É uma questão de segurança alimentar. Esse tipo de produção mata a fome de muita gente e não aparece nas estatísticas do governo”, afirmou.

As pesquisas conduzidas pelo professor Nagib Nassar estão direcionadas para a modificação e seleção de espécies de mandioca com o objetivo de gerar espécies resistentes a pragas e, ao mesmo tempo, mais nutritivas. “A UnB 101, por exemplo, foi selecionada pelo percentual de caroteno e pela resistência”, explica. “Mas ainda estamos melhorando a espécie, dobrando a quantidade de material genético”.

O professor explica que a técnica não é transgênica, já que não introduz um gene estranho na planta. Com o método, o professor pretende intensificar o resultado observado pelos agricultores no tipo UnB 101 na resistência ao ataque das formigas.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: Secom UnB. Fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB.

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